Arquivos Artigos - Sinog https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/category/artigos/ Associação Brasileira de Planos Odontológicos Thu, 27 Feb 2025 14:15:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/wp-content/uploads/2021/08/icone-sistema-color-60x60.png Arquivos Artigos - Sinog https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/category/artigos/ 32 32 ESG no mercado odontológico https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/esg-no-mercado-odontologico/ Tue, 22 Mar 2022 14:37:22 +0000 http://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/?p=8426 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Não é novidade para ninguém: as empresas que quiserem se consolidar e obter um lugar […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Não é novidade para ninguém: as empresas que quiserem se consolidar e obter um lugar de destaque no mercado precisam adotar as melhores práticas ESG (sigla para Environmental, Social e Governance, ou, em português Ambiental, Social e Governança). Mas o que são essas ações e o que elas possuem de relação com o mercado odontológico?

Antes de falar da relação com a prática odontológica, é preciso enfatizarmos que ESG não é um modismo. Tais ações geram impactos ambientais e sociais na cadeia de negócios, como emissão de carbono, gestão dos resíduos e rejeitos oriundos da atividade e questões trabalhistas, por exemplo. É aqui que o ESG se encontra com a odontologia.

Os cirurgiões-dentistas estão em uma posição única para capitalizar as oportunidades oferecidas pelo crescimento e desenvolvimento de princípios ESG. Tudo começou em 1987, quando um estudo liderado pela Comissão Brundtland das Nações Unidas levou ao desenvolvimento de princípios de sustentabilidade que viriam a ser a base dos “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS” das Nações Unidas, elaborados em 2015.

Com base nos ODS, a World Dental Federation adotou um conjunto de princípios globais voluntários e consensuais de sustentabilidade na odontologia. Tais padrões incentivaram toda a indústria odontológica a aplicá-los na operação de suas práticas clínicas e no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Tudo isso chegou à odontologia que praticamos hoje, com um cuidado dos dentes que, além de tudo, gera cuidados também com o meio ambiente e a sociedade em que vivemos. Exemplos não faltam para mostrar o empenho dos dentistas nessa empreitada. Os procedimentos odontológicos consomem cada dia menos eletricidade, com equipamentos com sensores de movimento, por exemplo. A água é outro insumo que usamos com mais prudência , se restringindo a limpeza do local e no cuidado com o paciente. A radiação também é utilizada de forma extremamente responsável, com a melhora paulatina da qualidade das imagens. A tecnologia assume seu protagonismo, principalmente no pilar Governance, com o armazenamento digital dos prontuários do paciente, eliminando o papel do circuito.

Por fim, o reaproveitamento dos materiais. E neste particular gostaria de destacar a campanha SINOG RECICLA, realizada em 2017. Arrecadamos tubos de pasta de dentes que foram destinados à reciclagem, resultando na criação de um armário doado para a ONG Curumins do Brasil, da Rede Unas, em Heliópolis, São Paulo. Devido às suas características técnicas, os tubos podem ser transformados em matéria-prima resistente para a confecção de itens para a construção civil e móveis sustentáveis, como telhas, revestimentos, pias, bancos, mesas, cadeiras e armários. Com este projeto, contribuímos para a diminuição da quantidade desse material enviado para os poluídos aterros sanitários, já que 75% do tubo de uma pasta de dentes são de plástico e 25% de alumínio, que pode causar um grande problema ambiental quando descartado de forma irresponsável.

Trata-se apenas de um exemplo. O que precisa ficar de lição é que as empresas – de qualquer setor – precisam se atentar a essa ideia: as práticas ESG (Environmental, Social e Governance) vieram para ficar. Cirurgiões-dentistas e operadoras de planos odontológicos já estão se adequando e olhando com atenção para esta nova realidade e, aqueles que não o fizerem, com certeza ficarão para trás.

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30/11/2021 – Por uma legislação mais adequada para levar saúde bucal a milhões de brasileiros https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/30-11-2021-por-uma-legislacao-mais-adequada-para-levar-saude-bucal-a-milhoes-de-brasileiros/ Tue, 30 Nov 2021 14:35:45 +0000 http://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/?p=6679 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Há pouco mais de um ano, retomamos nossa conversa com a ANS – Agência Nacional […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Há pouco mais de um ano, retomamos nossa conversa com a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar sobre a necessidade de se criarem regras específicas para os planos odontológicos já que a legislação exige que haja o estudo de impacto regulatório para cada um dos segmentos da Saúde Suplementar. Na nossa percepção, de quem vive a Odontologia há décadas e conhece muito bem os processos, desafios e oportunidades desse mercado, não faz sentido esses planos seguirem as mesmas regras dos planos médico-hospitalares. Se pensarmos em relevância social, basta vermos que 37% dos beneficiários de planos registrados pela ANS são dos planos odontológicos. É evidente que merecemos uma atenção especial.

Fomos muito bem recebidos pela Agência que iniciou uma força-tarefa com a finalidade de estudar essas questões e que culminou com a criação em novembro do ano passado de um Grupo de Trabalho com olhar específico para o nosso segmento.

Nesse período, acompanhamos a retomada do Projeto de Lei 7419 de 2006 que pretende revisitar toda a legislação dos planos de saúde. Nos parece excelente oportunidade para garantir que a diferenciação entre os modelos – médico-hospitalar e odontológico – seja ainda mais definitiva, como apresentado na audiência pública realizada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados no dia 17 de novembro.

Para a população em geral pode parecer que planos médicos e odontológicos são iguais e podem seguir as mesmas regras, mas há diferenças importantes que levam à necessidade de normas próprias. A começar pela própria natureza das operações. No ambiente médico-hospitalar existem mais de 70 especialidades que realizam procedimentos de altíssimo custo que podem salvar vidas. Ou colocá-las em risco, quando algo não sai conforme o planejado.

No ambiente odontológico são menos de 20 especialidades que realizam procedimentos bem menos custosos e com menor risco.

Como resultado dessa equação, o valor pago pelos beneficiários é muito menor nos planos odontológicos. Nos planos individuais a depender da faixa etária é possível se gastar mais de R$ 3.000,00 por mês com um plano médico-hospitalar, enquanto que um plano odontológico com cobertura abrangente do rol da ANS os valores ficam abaixo dos R$ 50,00 mensais.

Dada essa diferença, é possível entender que não faz sentido as penalidades impostas para os planos médicos serem idênticas às infringidas aos planos odontológicos. Tal método, além de injusto, coloca em risco a sobrevivência de muitas operadoras de pequeno porte que podem fechar as portas com uma única multa. São pessoas desassistidas, dentistas com menos pacientes e colaboradores desempregados.

Mesmo sem legislação própria, os planos odontológicos já oferecem ao menos um diferencial interessante aos clientes: a não existência de valores diferentes por faixa etária, um dos entraves à adesão de idosos aos planos de saúde. Algumas operadoras do segmento desejam oferecer descontos aos clientes pelo tempo de sua permanência no plano, ou seja, após um ano de contrato ele teria um desconto, após dois anos poderia ser um desconto ainda maior, e assim por diante, evitando o elevado churn rate. Porém, hoje isso não está previsto na regulamentação, pois se baseia em questões muito próprias dos planos médico-hospitalares.

Enfim, imaginar que os ambientes médico e odontológico permanecem os mesmos que existiam no final da década de 90, quando a regulamentação e a própria ANS foram criadas, é ingênuo. Se na ocasião fazia sentido reunir tudo em um único modelo, hoje não faz mais.

Com devidos ajustes na legislação, será possível que mais brasileiros sejam beneficiados em tratamentos odontológicos com total segurança, conforto e qualidade. Ganha a população e o próprio SUS, que se esforça por atender à demanda de todos os que não conseguem pagar por tratamentos particulares ou por planos privados ainda que extremamente acessíveis. Enxergo esse Projeto de Lei como algo que nasceu com uma finalidade, mas pode ser muito maior e mais importante ao Brasil. Pode trazer para dentro da odontologia suplementar, milhões de cidadãos que ainda não conseguem usufruir de um tratamento dentário adequado que lhes traga conforto, autoestima e saúde. Contamos com o apoio dos deputados federais e senadores, bem como da mobilização dos demais players e da sociedade em geral para que esse momento seja um divisor de águas no acesso à saúde bucal para todos os brasileiros.

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22/10/2021 – Um quarto de século de inovações e transformações no mundo e no mercado odontológico https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/22-10-2021-um-quarto-de-seculo-de-inovacoes-e-transformacoes-no-mundo-e-no-mercado-odontologico-por-roberto-cury-presidente-da-sinog/ Mon, 25 Oct 2021 12:48:51 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=4959 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Em 1996 ocorreu a primeira eleição no Brasil por meio do voto eletrônico. Era o […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Em 1996 ocorreu a primeira eleição no Brasil por meio do voto eletrônico. Era o segundo ano do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, marcado pelo controle da inflação depois de muitos anos de hiperinflação.

Nesse momento, as operadoras de planos odontológicos que formavam uma comissão dentro da associação das empresas de planos médico-hospitalares funda a sua própria entidade, o SINOG – Sindicato Nacional de Odontologia de Grupo.

Daquela época para cá, com o aumento da representatividade junto ao segmento odontológico alterou sua identidade, passando a se chamar SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos, não se restringindo apenas às operadoras que atuam na modalidade de odontologia de grupo, mas todas as modalidades de operadoras que tenham planos exclusivamente odontológicos.

Ainda em 1996 o Governo Brasileiro começou a implantar as agências reguladoras que passaram a funcionar como autarquias federais com regime especial e com a função de regular e organizar atividades dos setores econômicos, como a Energia Elétrica (Aneel), Telecomunicações (Anatel), Petróleo (ANP).

Atualmente, o Brasil conta com 10 agências reguladoras, incluindo-se a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Naquele momento, a saúde suplementar ainda não era regulada, o que veio a acontecer apenas em 3 de junho de 1998, com a publicação da Lei 9.656 que é o marco da regulação do mercado de planos privados de assistência à saúde, incluindo os planos odontológicos.

Aliás, a lei tal e qual a conhecemos hoje só foi consolidada após 44 medidas provisórias que alteraram profundamente o texto original, muito disto em virtude de a regulamentação ter sido elaborada apenas com o viés para os planos médico-hospitalares.

Neste interim com as edições das MPs, a regulação foi se ajustando para poder abranger as várias modalidades de operadoras, dentre as quais as seguradoras especializadas em saúde, cooperativas médicas e odontológicas, autogestões, filantropias e as medicinas e odontologias de grupo.

Com a criação do marco regulatório da Saúde Suplementar, o surgimento da ANS no ano de 2000 foi fundamental para fazer cumprir a Lei 9.656/98 e todo o arcabouço de normativos infralegais que acompanharam a regulamentação.

Curioso saber que foi neste ano que o Google iniciou suas operações tornando a vida de milhões de pessoas mais fácil, rápida e dinâmica quanto à necessidade de efetuar pesquisas de todos os assuntos no universo digital.

Interessante imaginar também que, apenas quatro anos após a criação da SINOG foi lançada a primeira edição do seu prêmio com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e fomentar o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional.

Naquele momento, cerca de 2,15 milhões de brasileiros eram atendidos por planos odontológicos, número que dobra exatamente três anos depois, em um crescimento sensacional.

Isso era 2003, mesmo ano em que foi publicado o Estatuto do Idoso, instrumento que trouxe diversas garantias para os maiores de 60 anos, inclusive nas regras de reajuste por faixa etária em planos médicos e odontológicos.

Talvez uma primeira ação do governo que tenha demonstrado a visão da importância desse mercado ocorreu em 2004, com o lançamento da Política Nacional de Saúde Bucal pelo Ministério da Saúde.

Ano em que é lançado o Facebook e surge, pela primeira vez, a expressão ESG (Environmental, Social and Governance). A essa altura, mais de 5 milhões de brasileiros eram beneficiários dos planos odontológicos.

Em 2006, com dez anos de existência, a SINOG lança o SIMPLO, Simpósio de Planos Odontológicos, fórum de discussão totalmente voltado para esse mercado.

Significou um marco para as inovações e avanços de gestão e qualidade das operadoras. Mesmo ano em que
Marcos Pontes tornou-se o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço.

Um ano depois, a Apple lança o primeiro iPhone, aparelho que revolucionaria a forma de comunicação entre as pessoas.

Em 2009 ficou mais fácil trocar de plano (médico ou odontológico) com a regra de portabilidade instituída pela ANS, em um momento em que chegávamos a 13 milhões de brasileiros atendidos por planos odontológicos.

Estreitando o relacionamento com a ANS, em 2014 a SINOG entregou à agência seu primeiro documento contendo pleitos exclusivos para as operadoras odontológicas, tendo em vista o desequilíbrio do impacto regulatório neste segmento que é bem diverso do médico-hospitalar.

Neste ano já havia mais de 20 milhões de brasileiros assistidos pelas diversas operadoras de planos odontológicos.

Quando a atual gestão assumiu, em 2020, a SINOG levou a cada um dos diretores da ANS novo documento com as demandas do segmento odontológico para a melhoria da regulamentação, em continuidade e acréscimo ao que fora apresentado em 2014.

Como resultado, a Agência criou um grupo de trabalho composto por representantes de todas as diretorias para estudar e discutir as melhorias no segmento.

Trabalho esse concluído neste ano, 2021, quando mudamos nossa identidade para “a” SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos e lançamos o Movimento Julho Neon, em prol da democratização do acesso à saúde bucal da população brasileira.

Neste momento, mais de 28 milhões de brasileiros podem ter acesso à saúde bucal de qualidade por meio dos planos odontológicos.

São 25 anos de intensas transformações sociais, políticas, econômicas e produtivas no Brasil e no mundo. Cinco presidentes diferentes, incontáveis inovações tecnológicas de alcance mundial, mudanças na forma de gestão empresarial, descobertas na saúde e mudanças de estilo de vida das pessoas.

Não foi diferente com o setor dos profissionais de odontologia. Muitas inovações tecnológicas com ampliação de acesso, melhoria nos processos de gestão, população mais esclarecida, gestores mais conscientes da importância de saúde bucal de suas equipes, poder público mais preparado e aberto a conversas com o setor produtivo e um mercado mais unido e fortalecido.

Para uma organização conquistar longevidade, é preciso saber se adaptar às mudanças externas e aproveitar oportunidades.

Temos certeza de que essas características a SINOG desenvolveu ao longo de todo esse tempo, apontando tendências e apoiando a população, os profissionais da Odontologia e as operadoras desses planos.

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19/09/2021 – Mudanças nas regras de planos odontológicos vão garantir saúde bucal a milhões de brasileiros https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/19-09-2021-mudancas-nas-regras-de-planos-odontologicos-vao-garantir-saude-bucal-a-milhoes-de-brasileiros/ Sun, 19 Sep 2021 19:38:01 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2225 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Em um período crítico para a humanidade pelo impacto da pandemia de Covid-19, a ANS […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Em um período crítico para a humanidade pelo impacto da pandemia de Covid-19, a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, vive possivelmente seu período mais intenso e desgastante, pois se vê diariamente envolvida em decisões que impactam a manutenção da saúde de milhões de brasileiros.

Mesmo nesse ambiente, sua diretoria teve a sensibilidade de olhar para os planos odontológicos de uma maneira totalmente inédita. E isso deve ser reconhecido.

A ANS foi criada em 1998 para regular, ou seja, definir regras e fiscalizar suas aplicações, dos planos de saúde (médico-hospitalares e odontológicos) em geral. Naquela ocasião, por fatores exatamente pertinentes àquela ocasião, todas as regras foram desenvolvidas olhando-se os planos médico-hospitalares. E a odontologia deveria seguir exatamente os mesmos padrões.

Mas o tempo passou e muita coisa mudou. O mercado de planos odontológicos cresceu exponencialmente mesmo nos anos de pandemia, atingindo o número de 28 milhões de brasileiros cobertos pelas diversas operadoras do setor. Seguindo a curva de crescimento, esse número deve superar o dos planos de saúde já na próxima década, ao se aproximar de 50 milhões de beneficiários.

Quando assumimos a diretoria da Sinog, visitamos os cinco diretores da ANS para apresentar um pleito do setor para cada diretor, dentro de sua área de atuação. Em resposta a isso, criaram um grupo de trabalho com a finalidade de revisitar e propor ajustes na atual regulamentação.

Reforço, a atividade desse grupo de trabalho tem se desenvolvido consecutivamente ao andamento da pandemia e às decisões emergenciais que tais executivos precisam tomar para proteger a população e o mercado, e seu resultado será apresentado em relatório a ser divulgado em agosto.

Se você leu até aqui e se pergunta o que essa mudança pode impactar na sua vida, digo que, sem entrar nos detalhes técnicos, se as mudanças propostas pela Sinog forem atendidas, outros milhões de brasileiros poderão ter acesso à saúde bucal de qualidade e agilidade, e novas empresas odontológicas poderão surgir, favorecendo o empreendedorismo nacional com geração de empregos em diversas regiões do país.

Disse que não entraria em detalhes técnicos, mas para dar um exemplo bem simples, pleiteamos a possibilidade de oferecer descontos na mensalidade de planos individuais para pessoas que se mantiverem no plano por determinado número de anos. Hoje é proibido pela ANS por seus motivos, mas, no caso específico de odontologia, não haveria riscos, ao contrário, enxergamos com muito bons olhos esse benefício a ser oferecido aos clientes.

São mais de 20 anos de regulação e muitos aprendizados. A ANS já sinalizou que, a partir de agora, as decisões serão tomadas levando-se em consideração os impactos nos planos de saúde e odontológicos, de maneira separada. Isso é o futuro.

Mas, no caso de legislação, para se corrigir plenamente o futuro, é preciso revisitar o passado e fazer os devidos ajustes. E é isso que está sendo construído.

Tudo de maneira a se proteger a população, mas também a cadeia produtiva que entrega esses serviços, caso contrário, a oferta será sempre colocada em risco, o que causa prejuízo às pessoas atendidas em um ciclo negativo para todas as partes.

O mundo muda constantemente e a legislação precisa acompanhar essas mudanças. Felizmente, a odontologia está encontrando terreno receptivo dentre os reguladores para garantir o melhor atendimento, ao menor custo possível, à nossa população que ainda carece muito de uma boa saúde bucal.

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31/08/2021 – SINOG: 25 anos ajudando na evolução da Odontologia https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/31-08-2021-sinog-25-anos-ajudando-na-evolucao-da-odontologia/ Tue, 31 Aug 2021 19:31:03 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2222 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Quase 28 milhões de brasileiros são atendidos por mais de 250 operadoras exclusivamente odontológicas e […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Quase 28 milhões de brasileiros são atendidos por mais de 250 operadoras exclusivamente odontológicas e o nível de satisfação dos beneficiários está em 83%

Quase 20% da população brasileira nem havia nascido quando a Sinog foi fundada, há 25 anos. Nem a própria ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão que regulamenta o setor, havia sido criada, o que ocorreu quatro anos após, em 2000.

Na época, poucas pessoas conheciam os planos odontológicos, ofertados por um número reduzido de operadoras exclusivamente odontológicas e, ainda, pelas operadoras médico-hospitalares. Apesar do maior foco estar nos planos empresariais coletivos, já havia uma pequena parcela de planos individuais e familiares

Era outra realidade.

Hoje, quase 28 milhões de brasileiros são atendidos por mais de 250 operadoras exclusivamente odontológicas e a satisfação do beneficiário que sempre esteve acima de 70% desde 2015, ficou em 83%, segundo pesquisa encomendada pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) ao Vox Populi em 2021. 

Muito dessa evolução se deve ao trabalho persistente e competente da Sinog nessas duas décadas e meia. 

Suas várias gestões, com diretores e executivos que atuaram desde sua fundação, foram essenciais nas mudanças regulatórias que favoreceram as pequenas operadoras, como o Termo de Compromisso nº 23/2017 assinado com a ANS que prevê atendimento telefônico eletrônico (URA) 24X7 para casos de urgência e emergência fora do horário comercial para operadoras exclusivamente odontológicas filiadas à Sinog com até quinhentos mil beneficiários; a inclusão do segmento odontológico no Programa de Acreditação de Operadoras; e a criação de critérios próprios para faixas de preço nos planos, seja para adaptação do produto ou nas regras diferenciadas para portabilidade de carências.

Mais recentemente, dois marcos importantes. O primeiro foi durante a pandemia da Covid-19, quando demonstramos os diferentes impactos das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus para os planos odontológicos, garantindo a não suspensão do reajuste das mensalidades dos planos, determinada nos últimos quatro meses de 2020. O segundo marco foi o estímulo para a constituição do Grupo de Trabalho sobre os planos odontológicos dentro da ANS, que visa a garantir a equidade e o equilíbrio necessários para o fortalecimento e perenidade do segmento que, por consequência, trará maior qualidade da saúde bucal aos brasileiros e brasileiras.

Foram muitas conquistas que sempre levaram ganhos à população, especialmente pelo maior acesso aos melhores tratamentos odontológicos em 98% do território nacional. Ao mesmo tempo, o enorme mercado nacional formado por dentistas e outros profissionais conseguiu cumprir ainda melhor seu papel e ver seus consultórios utilizados de forma mais plena com o aumento da carteira de pacientes.

Como forma de comemorar os 25 anos da Sinog e estimular a busca pela saúde bucal, lançamos neste ano a primeira edição de uma campanha inédita o “Julho Neon, salve o sorriso brasileiro” para mobilizar e conscientizar todos os grupos da sociedade sobre a importância dos tratamentos odontológicos, trazendo mais valor aos profissionais e empresas do segmento.

O Julho Neon é um Movimento divisor de águas, pois além de ser a primeira vez que temos uma Campanha desta envergadura, os resultados que tivemos são marcos para a nossa história.

Com mais de 14 milhões de pessoas impactadas pelas nossas ações, como postagens em redes sociais, matérias na imprensa, iluminação de monumentos e marcos nacionais com as cores do Movimento e um jingle feito especialmente para o Julho Neon pelo cantor Jairzinho, contamos com o apoio fundamental de nossas associadas, patrocinadores, apoiadores e as ONGs Turma do Bem e Doutores das Águas, que receberam no evento Pocket SIMPLO deste ano, cada uma, um cheque no valor simbólico de 50 mil reais. Valores estes arrecadados nas vendas dos itens da loja do Julho Neon, que teve o lucro 100% revertido para doação a estas ONGs.

Além disso, tivemos um desdobramento importantíssimo para os nosso segmento, o Deputado Federal Dr. Luizinho, após conhecer o Movimento e entender a necessidade de destacar e promover a saúde bucal da população, protocolou o Projeto de Lei 2563/2021 que prevê Julho como o mês da Conscientização e Promoção da Saúde Bucal no Brasil, após a aprovação do Governo Federal, graças ao Julho Neon, o calendário nacional contará com um mês especialmente voltado para os cuidados odontológicos dos brasileiros. 

O Julho Neon, apesar de estar no seu primeiro ano de vida, é um Movimento que, assim como a Sinog, nasceu para ser perene. Até aqui foram 25 anos da Entidade fortalecendo o segmento e promovendo o acesso à saúde bucal por meio da Odontologia Suplementar, tendo a certeza que seguiremos cumprindo nosso papel nos próximos anos e deixar, cada vez mais, o brasileiro com o melhor sorriso, aquele que é saudável e é nosso maior patrimônio!

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27/07/2021 – Vamos fazer mais pelo sorriso dos brasileiros https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/27-07-2021-vamos-fazer-mais-pelo-sorriso-dos-brasileiros/ Tue, 27 Jul 2021 19:49:35 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2229 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Entidade lança movimento de valorização dos dentistas e da saúde bucal Sou dentista de formação, com atuação em […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Entidade lança movimento de valorização dos dentistas e da saúde bucal

Sou dentista de formação, com atuação em consultório por 20 anos e posso afirmar: o Brasil chegou ao momento em que a nossa categoria mais pode se orgulhar em oferecer atenção aos brasileiros. Somos o país com mais dentistas em atividade e detemos três das cinco melhores faculdades de odontologia do mundo: USP, Unesp e Unicamp.

Por outro lado, ainda somos um “país de desdentados”, pois a população de baixa renda tem pouco acesso aos serviços odontológicos.

Enxergo isso como um cenário em rápida mudança, uma vez que, observando somente as pessoas que utilizam planos odontológicos, houve importante crescimento em 2020, no auge da pandemia. Devemos chegar a 10% de aumento em beneficiários neste ano. As pessoas têm buscado a saúde bucal como forma de qualidade de vida, cuidado integral e autoestima.

É por isso que a Sinog – Associação Brasileira de Planos Odontológicos lança a primeira edição do movimento Julho Neon – Salve o Sorriso Brasileiro. Queremos enaltecer o trabalho dos dentistas em todas as suas especialidades e a importância dessa profissão para a saúde e a felicidade das pessoas, além de ampliar o acesso a esses serviços pelo país.

A campanha tem música escrita e interpretada por Jair Oliveira, o Jairzinho, trazendo balanço, alegria e autenticidade às mensagens. Conseguimos, ainda, por meio do Julho Neon, apoiar socialmente as iniciativas de duas importantes ONGs: Doutores da Água, na Amazônia, e Turma do Bem, voltada a crianças e jovens de baixa renda.

Quem conhece o atendimento odontológico do SUS pode questionar se essa mudança de acesso é verdadeira, pois a rede pública realiza pouco mais de 40 milhões de atendimentos ao ano, muito pouco para o tamanho da nossa população. Por outro lado, os planos odontológicos já realizam quase cinco vezes mais atendimentos que o SUS e têm abrangência em 99% dos municípios brasileiros.

Os planos crescem porque estão cada vez mais acessíveis também: o custo médio mensal de um plano odontológico é de menos de 20 reais para cobrir, no mínimo, 140 procedimentos dentários.

E por que o movimento é neon? Porque essa cor traduz o brilho de um belo sorriso, algo que tão bem representa o povo brasileiro. Convido a todos meus colegas dentistas e a sociedade como um todo a conhecer essa campanha que busca transformar a saúde bucal e a vida das pessoas, fortalecendo uma categoria que sempre esteve ao lado dos brasileiros, de forma discreta, porém efetiva. A atenção em saúde bucal é tão importante quanto qualquer atuação no território da saúde humana. Os procedimentos odontológicos avançaram muito em termos de qualidade, conforto e estética. E o acesso a bons tratamentos tem se tornado cada vez mais amplo, algo a ser comemorado, ainda que tenhamos um caminho a seguir.

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25/05/2021 – Novo plano na pandemia https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/25-05-2021-novo-plano-na-pandemia/ Tue, 25 May 2021 20:05:58 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2234 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Trocar de casa, arrumar a mobília e contratar um plano odontológico Diversas mudanças têm sido observadas […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Trocar de casa, arrumar a mobília e contratar um plano odontológico

Diversas mudanças têm sido observadas na sociedade durante este duro período de pandemia de Covid-19 e consequente distanciamento social forçado. Algumas mudanças tristes, mas algumas delas positivas e, espero, duradouras.

Uma questão que observo de perto é o aumento da procura por tratamentos odontológicos, principalmente pelo crescimento de mais de 1 milhão de pessoas atendidas pelos planos odontológicos em 2020, a despeito do encolhimento econômico vivido no período.

O que é possível observar é que as pessoas associam diretamente, e com razão, saúde bucal a qualidade de vida e bem-estar. Uma das mudanças notáveis ocasionadas ou acentuadas no período de pandemia tem sido, exatamente, a busca das pessoas por mais qualidade de vida, seja na mudança de um apartamento para uma casa ou da capital para o interior; seja em maneiras de se aproveitar mais momentos de prazer genuíno ou adquirir mais confortos dentro do lar. Tem muita gente repensando a forma como tem vivido até aqui.

Com 20 anos de experiência em consultório como dentista e mais alguns como executivo do mercado de odontologia, enxergo com clareza alguns aspectos bucais que impactam diretamente na qualidade de vida e felicidade das pessoas. O primeiro é a dificuldade de mastigação que, além de reduzir o prazer no ato da refeição, pode afetar momentos de interação social. Assim como o mau hálito que gera um isolamento social da pessoa, inflamações que incomodam muito, infecções ou qualquer outro problema na boca que gere desconforto – é muito ruim.

Nessas duas décadas de clínica, vivia socorrendo pessoas com dor de dente. As mais diversas causas, mas o desconforto, a angústia e a sensação de urgência, eram todas similares.

Cuidar da boca é investir em saúde, mas também em bem-estar e autoestima.

Esse movimento de se buscar tratamento odontológico é ótimo, não tenho dúvida. Como o Brasil possui um a cada cinco dentistas no mundo, parece fácil ter acesso a esses profissionais, mas não é verdade.

Mais da metade dos dentistas em atuação está na região Sudeste, o que gera um desequilíbrio na relação. Some-se a isso o fato de que o preço de um tratamento particular é algo que foge ao alcance de muitos brasileiros e, por outro lado, conseguir ser atendido pelo SUS é uma maratona.

Nesse cenário, o mutualismo existe como a terceira e mais balanceada opção – os planos odontológicos. No ano passado, os planos odontológicos investiram em procedimentos quase o triplo do que foi dispendido pelo SUS. Quando contratado pelas empresas, pode custar cerca de R$ 15,00 por mês por pessoa, enquanto alguns tratamentos particulares ultrapassam a barreira dos mil reais com certa facilidade.

Não à toa que esse mercado cresce consistentemente há 20 anos e projeta-se um incremento na casa dos 10% em 2021, um ano ainda difícil para a economia.

Espero que essa mudança cultural acelerada na pandemia seja permanente e permita que as pessoas passem a consultar seu dentista com mais frequência e não somente quando a dor se torna lancinante. A tecnologia avançou muito e trouxe mais conforto à temida cadeira odontológica, mas, mesmo que sejam momentos pouco agradáveis com a boca aberta, os benefícios que se colhem posteriormente são infinitamente superiores.

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19/02/2021 – Em meio à crise, esperança no futuro https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/19-02-2021-em-meio-a-crise-esperanca-no-futuro/ Fri, 19 Feb 2021 16:57:05 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2446 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos O futuro que esperamos exige compromisso e os desafios pela frente são grandes É certo que […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

O futuro que esperamos exige compromisso e os desafios pela frente são grandes

É certo que o mundo não é mais o mesmo, passamos por um cenário de mudanças que dificilmente imaginávamos ser possível. Mas com muita criatividade, persistência e boa vontade, as relações econômicas e sociais continuaram a ter um papel na vida de todos nós. Não pretendo abordar aqui o cenário que temos vivido em função da pandemia e que permeia a sociedade como um todo, algo notório e que dispensa considerações adicionais. 

Mas, e agora? Como será 2021? O futuro que esperamos exige compromisso, principalmente porque a crise tirou todo mundo do lugar-comum. Vimos negócios sendo encerrados, planos postergados e projetos engavetados. Mas, felizmente, o segmento da Odontologia Suplementar conseguiu passar por isso com um crescimento excepcional de 4,7%, que representa a adição de 1,2 milhões de beneficiários aos planos odontológicos. Essa evolução mostrou maturidade do segmento que atualmente chegou à marca de 27,1 milhões de associados. 

E qual o caminho a seguir daqui para frente? Creio eu, que a resposta esteja justamente naquilo que impulsionou, independentemente do tamanho, muitas empresas a saírem da zona de conforto. É calcado nesse pensamento que o SINOG, está direcionando suas atenções. Para que isso aconteça, a Entidade quer amplificar seu alcance, tornando-se efetivamente uma promotora do acesso dos brasileiros aos tratamentos de qualidade, realizados através dos planos odontológicos. 

São grandes os desafios: mudança de cultura do brasileiro, de agir na prevenção e não apenas na emergência de resolver o problema, esclarecer como a contratação de um plano odontológico é um excelente serviço a um custo que cabe no bolso do brasileiro. Buscamos uma regulação justa, que seja proporcional e respeite à especificidade do nosso segmento, maior adesão dos setores da economia como os sindicatos profissionais, que podem ser um agente muito importante ao fomentar o acesso à saúde bucal por meio da inclusão do benefício odontológico em suas convenções coletivas de trabalho. Queremos também atrair a atenção e parceria dos governos para uma questão tão séria que é a saúde bucal dos brasileiros. 

Esta última, inclusive, é uma das bandeiras da minha gestão: fomentar a discussão sobre a criação de parcerias Público-Privadas (PPPs), entre os gestores públicos e as Operadoras para melhorar o acesso do brasileiro aos tratamentos odontológicos. E tudo isso apoiado pelas nossas operadoras associadas. Aliás, desde setembro passado tivemos a adesão de 12 novas empresas ao quadro associativo, que se unem a nós para que o segmento ganhe cada vez mais força e representatividade. E a cada mês outras operadoras vêm buscar no SINOG o apoio de que necessitam. 

Não posso esquecer de mencionar ainda outro papel do SINOG, que é a formação e desenvolvimento de profissionais da área. Desde o primeiro curso de Excelência em Gestão de Operadoras Odontológicas que implementamos em 2015, já formamos centenas de pessoas, preparadas para atuarem no mercado dos planos odontológicos e contribuírem no desenvolvimento da Odontologia Suplementar. Um novíssimo curso de capacitação e excelência para cirurgiões-dentistas na Odontologia Suplementar será lançado ainda neste semestre para que o profissional saiba gerir seu consultório apoiado nos planos odontológico. Além disso, o SINOG conta com uma série de benefícios, como serviços exclusivos para suas associadas e apoio técnico com equipes qualificadas para diferentes demandas, além da importante representação do segmento perante à ANS e demais órgãos governamentais. Sair do lugar comum significa ousadia para mudar. Então deixo aqui o meu convite para que todos os agentes da Odontologia Suplementar, sejam eles nossos parceiros, associadas e governos possam envolver-se nesse espírito de oportunidades que estão se abrindo e vislumbrar um belo futuro para todo o mercado.  

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21/01/2021 – A desproporcionalidade das multas no setor de saúde suplementar https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/21-01-2021-a-desproporcionalidade-das-multas-no-setor-de-saude-suplementar/ Thu, 21 Jan 2021 17:04:37 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2454 Autora: Dra. Virgínia Rodarte Gontijo Couto, advogada especializada em saúde suplementar e assessora regulatória da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Uma regulamentação diferenciada para os planos odontológicos é […]

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Autora: Dra. Virgínia Rodarte Gontijo Couto, advogada especializada em saúde suplementar e assessora regulatória da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Uma regulamentação diferenciada para os planos odontológicos é urgente

No processo regulatório, a operação de planos odontológicos acaba sendo prejudicada a cada novo normativo publicado com o objetivo de solucionar questionamento advindo da oferta de planos médico-hospitalares. Isso acontece porque, apesar de serem mercados com comportamentos distintos, são abarcados pela mesma regra, sendo poucas as normas que estabelecem alguma diferenciação.

No caso das multas aplicadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o problema se repete. Em 2016, foi instituído o Grupo de Trabalho Debates Fiscalizatórios. Com reuniões ao longo do ano seguinte, a Diretoria de Fiscalização apresentou possíveis caminhos para um novo sistema de fiscalização e aplicação de sanções pecuniárias para discussão com representantes de operadoras e órgãos de defesa do consumidor, sem levar em conta que as particularidades do segmento odontológico já indicavam tratamento diverso. Após consulta pública e submissão dos resultados à diretoria colegiada, o tema deixou de ser prioridade na ANS, a ponto de não constar na proposta de agenda regulatória do triênio seguinte.

É importante o reconhecimento da competência da ANS no controle, na normatização e na fiscalização do setor de saúde suplementar, embora também seja necessário compreender a pertinência de adequar o valor das sanções impostas à capacidade de pagamento do ente regulado. Por causa disso, o Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), entidade que representa os planos odontológicos em nível nacional, tem reiteradamente apontado pela necessidade de haver uma análise de impacto regulatório diferenciada para os planos odontológicos e que, no caso das sanções pecuniárias, haja revisão da atual norma que trata das penalidades, com o propósito de instituir um critério de porte econômico que diferencie o segmento de odontologia dos planos médicos.

O referido pleito está em consonância com a Lei nº 9.656, de 1998, que previu que a multa pecuniária a ser fixada e aplicada pela ANS deve variar de acordo com o porte econômico da operadora e com a gravidade da infração, sendo que a regra atualmente em vigor pela Resolução Normativa nº 124, de 2006, apenas prevê diferença de valor da sanção pelo número de beneficiários das operadoras, como se a capacidade de pagamento de uma operadora exclusivamente odontológica com determinado número de beneficiários fosse a mesma de uma operadora médico-hospitalar com esse mesmo quantitativo.

Com enfoque na sustentabilidade do segmento, a matéria está a ponto de sair do papel e ter a devida atenção do órgão regulador. Em novembro de 2020, a ANS publicou a Portaria nº 393, que constitui grupo de trabalho para discutir temas específicos acerca da regulação das operadoras e planos exclusivamente odontológicos.

Além disso, está em vigor o Decreto nº 10.411, de 2020, que regulamenta a análise de impacto regulatório de que tratam a Lei da Liberdade Econômica e a Lei das Agências Reguladoras, exigindo a instituição de agenda de avaliação de resultado regulatório, quando se devem verificar os efeitos decorrentes da edição de um ato normativo, considerados o alcance dos objetivos originalmente pretendidos e os demais impactos observados sobre o mercado e a sociedade, em decorrência de sua implementação.

Assim, haverá possibilidade de demonstrar o impacto significativo nos planos odontológicos e indicar a implementação de regra de porte econômico específica, apartada do modelo de revisão amplo do processo sancionador que o órgão cogitou no passado.

Segundo informações disponibilizadas pela ANS referentes a 2019, o ticket médio dos planos médico-hospitalares foi de R$ 400,09, enquanto dos planos exclusivamente odontológicos foi de R$ 19,76. Essa diferença de mais de 20 vezes na receita advinda da operação de planos de saúde já deveria ser suficiente para compreender que o critério de porte econômico determinado na Lei dos Planos de Saúde não pode ser realizado somente pelo número de beneficiários.

Há outros fatores a serem considerados para não transparecer que reduzir o valor da multa em 20 vezes equilibraria essa relação, devendo ser estabelecido um critério que induza a boas práticas, mas que não onere excessivamente o consumidor, por ser o maior interessado nessa discussão (multas elevadas tendem a aumentar o valor da mensalidade para ser possível o seu pagamento e multas irrisórias não servem ao propósito educativo de induzir a melhora da qualidade da prestação do serviço).

Uma das opções é utilizar do montante disponível de receita após o pagamento das despesas assistenciais (ou seja, após realizar o principal compromisso que é o pagamento à rede prestadora de serviços). Enquanto a sinistralidade média das operadoras médicas, em 2019, foi de 83,2% (o que denota que 16,8% da arrecadação serve ao propósito de honrar com despesas não assistenciais, entre eles o pagamento de multas), nas operadoras odontológicas foi de 46,3%.

Levando em conta o ticket médio com a sobra de receita após o pagamento da rede, a diferença entre as operadoras cai para 6,3 vezes, sendo esse o fator multiplicador que efetivamente demonstra a diferença na capacidade de pagamento entre os dois segmentos. Uma multa por falha na liberação de aplicação de flúor, por exemplo, que hoje é de R$ 80 mil, passaria a ser de R$ 12,7 mil, valor ainda bastante elevado, mas aderente à regra de avaliação do porte econômico e que induz a boa prestação de serviço.

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28/12/2020 – Um grande problema e uma solução viável para a saúde bucal dos brasileiros https://sinog.desenvolvimentowebsite.com.br/um-grande-problema-e-uma-solucao-viavel-para-a-saude-bucal-dos-brasileiros-2/ Mon, 28 Dec 2020 17:10:22 +0000 https://new.sinog.com.br/?p=2462 Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos Parcerias público-privadas podem ampliar acesso ao atendimento odontológico De acordo com dados da Coordenação Geral de […]

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Autor: Dr. Roberto Seme Cury – Presidente da SINOG – Associação Brasileira de Planos Odontológicos

Parcerias público-privadas podem ampliar acesso ao atendimento odontológico

De acordo com dados da Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, hoje o orçamento destinado para o tratamento odontológico da população brasileira, que é estimada em 211 milhões de pessoas, é de 1,4 bilhão de reais. Em contrapartida, a Odontologia Suplementar, representada pelos planos odontológicos, destina 3,1 bilhões de reais para tratar seus 26 milhões de beneficiários.

Quando comparamos os gastos do poder público e os da iniciativa privada, a primeira impressão que temos é que o Estado é muito mais eficiente, pois tem uma despesa menor por paciente. No entanto, se considerarmos o potencial de pessoas a serem atendidas com os atendimentos efetivamente realizados, a Odontologia Suplementar tem os melhores números.

Em 2019, as operadoras realizaram 189 milhões de atendimentos contra um pouco mais de 40 milhões realizados pelo SUS, provavelmente bem distante do potencial populacional a ser atendido. Isso nos sugere que no serviço público pode ocorrer maior tempo de espera e gargalos para o atendimento, ao passo que na Odontologia Suplementar isso não ocorre.

A mais recente Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo IBGE em 2019 e divulgada em setembro de 2020, constatou que apenas 12,9% dos brasileiros têm plano odontológico. O mesmo levantamento constatou que, dos 162 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. Pior: 14 milhões perderam todos os dentes.

Além disso, menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores à data da entrevista. Desse universo, apenas 36% das pessoas com renda menor que um quarto do salário mínimo foram ao dentista. Os dados são alarmantes em razão das consequências, que vão da perda dental até o acometimento de problemas de saúde mais graves.

Segundo estudo do Instituto do Coração (InCor), 45% das doenças cardíacas e 36% das mortes por problemas cardíacos estão relacionadas a infecções bucais não tratadas.

Compartilho agora um balanço de 2019 das operadoras de planos odontológicos. Do total de atendimentos realizados nesse ano, 44% foram procedimentos preventivos. Aqui é importante esclarecer que os planos estão aptos a cobrir todos os tratamentos odontológicos e, atualmente, 140 são os procedimentos listados no rol mínimo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Eles cobrem cerca de 90% das necessidades de tratamento dentário.

Outro ponto é que as operadoras contam com processos de gestão de qualidade com critérios de seleção de dentistas para sua rede credenciada. Além disso, o valor médio mensal do plano odontológico é de 19,76 reais. Ao passo que, se o tratamento for particular, o valor dispendido pelo paciente com um tratamento de baixa complexidade pode variar de 600 a 1200 reais, o equivalente ao pagamento aproximado de dois e meio a cinco anos de mensalidades de um plano odontológico.

Volto então à questão central de nossa atenção no Sinog e que tem nos levado a conversas com o Ministério da Saúde: a democratização da saúde bucal. Por que não unimos esforços e expertise para levar o melhor atendimento aos brasileiros com o menor custo?

Estou falando de estabelecer parcerias público-privadas (PPPs). Se o custo médio de um plano odontológico fica em torno de 20 reais por mês, quando contratado para um número maior ainda de usuários, esse valor cai drasticamente. Esta é a mágica do mutualismo.

O mutualismo permite que muitas pessoas contribuam financeiramente para a formação de um fundo, de onde sairão os recursos para pagar todos os custos de diversos procedimentos para aquelas pessoas que, eventualmente, precisem da assistência odontológica. Ou seja, todos contribuem para que, quando necessário, todos possam utilizar independentemente da complexidade do tratamento.

Já somos reconhecidos como um país que forma excelentes dentistas. Do total de dentistas no mundo, 19% estão no Brasil. As operadoras já estão presentes em 5 560 municípios (99,8% de todas as cidades brasileiras). Imagine contar com toda a potência e eficiência da iniciativa privada para beneficiar milhões de brasileiros. Que tal sermos reconhecidos agora como o país com o maior acesso à saúde bucal?

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